|
PRÉ-SAL
Descoberta a província petrolífera denominada Pré-Sal, que se estende ao longo de 800 km na costa brasileira, do estado do Espírito Santo ao de Santa Catarina, abaixo de espessa camada de sal e englobando as bacias sedimentares do Espírito Santo, de Campos e de Santos, a Petrobrás tem importantes desafios pela frente. A logística de apoio em alto mar, isto é, de transporte de materiais, equipamentos e equipes e de instalação de sistemas de ancoragem e de operação em poços, terá de ser especifica. No caso da acumulação de Tupi e de outras da província, a distância em relação à costa brasileira é de 300 km, uma extensão considerável.
Para se chegar até onde estão situados os reservatórios, mais obstáculos precisam ser transpostos. “Será preciso ultrapassar uma lâmina d’água de mais de 2.000 m de sal. Feito isso, o óleo e o gás a serem recuperados estarão em reservatórios que implicarão maior tempo de penetração por parte das brocas do que o gasto para penetrar os arenitos da Bacia de Campos, por exemplo, e, no caso de Tupi, a uma distância de 5.000 a 7.000 m em relação à superfície do mar”.
DESAFIOS ECOLÓGICOS
O tipo de rocha existente nos reservatórios também não tem precedentes nas operações da Petrobrás. “Em vez de arenitos turbidìticos, característicos de grandes acumulações da camada pós-sal, conhecidos pela Companhia há muito tempo, encontramos carbonatos microbiais, também conhecidos como microbiolitos, formações de caráter heterogêneo praticamente sem parâmetros na história mundial e cujo comportamento em termos de recuperação de óleo ainda é desconhecido por nós. Portanto, não podemos replicar modelos como os que já adotamos em outras bacias”, conta o gerente executivo de Exploração do Pré-Sal, José Formigli.
DESAFIOS EXPLORATÓRIOS
Os parceiros da Petrobrás serão as empresas Amerada Hess, BG, Exxon, Partex, Petrogal-Galp, Repsol YPF Brasil e Shell. A lucratividade dos negócios é uma certeza para todos. Final, conforme afirma o gerente executivo da Exploração da Petrobrás, Márcio Carminatti, “foi descoberto óleo em todos os poços perfurados, o que significa, até agora, 100% de acerto em uma nova fronteira exploratória. Além disso, apenas em Tupi, estima-se em de cinco a oito bilhões de barris de óleo e gás natural o volume recuperável.
SUPERAÇÃO DE DESAFIOS
A superação de tantos desafios compensa. Afinal de contas, o óleo encontrado na nova província descoberta é leve, de 28ºAPI, com excelente qualidade e alto valor comercial. Além disso, o volume de óleo que se estima encontrar remunera quaisquer esforços. Tupi, por exemplo, tem reservas que lhe asseguram tratar-se de uma das maiores descobertas já realizadas no mundo nos últimos sete anos, as quais podem alçar o Brasil à condição de exportador de petróleo. Nesse contexto, cada desafio surgido é um estimulo a mais para que seja superado.
DESCOBERTAS JÁ FEITAS
Algumas acumulações e campos de petróleo já foram descobertas na província Pré-Sal. Por enquanto, Tupi, pelo volume recuperável estimado em de cinco a oito bilhões de barris de óleo e gás natural, destaca-se como o carro-chefe, podendo representar aumento de 50% nas reservas provadas brasileiras. Também já foram nomeadas as acumulações de Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter, Caramba e Iara.
O PRIMEIRO ÓLEO
Em 2 de setembro de 2008, foi extraído, do campo de Jabarte, na Bacia de Campos, o primeiro óleo da província Pré-Sal. O óleo foi obtido de um poço interligado à plataforma P-34, o FPSO Juscelino Kubitschek, tendo sido retirado de uma profundidade de 4.500 mt.
ENTENDA O QUE É A CAMADA PRÉ-SAL
A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leitor do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.
Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.
Um comunicado, em novembro do ano passado, de que Tupi tem reservas gigantes, fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil e ampliassem o debate acerca da camada pré-sal. A época do anuncio, a Ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou a dizer que o Brasil tem condições de se tornar exportador de petróleo com esse óleo.
Tupi tem uma reserva estimada pela Petrobrás entre 5 bilhões e o bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas do mundo dos últimos sete anos.
Assim, toda a região em volta do pré-sal não será leiloada até que sejam definidas as novas regras de exploração de petróleo no pais (Lei do Petróleo), que voltaram a ser discutidas pelo Planalto – foi criada uma comissão interministral para debater modelos em vigor em outros países e o destino dos recursos do óleo extraído.
Além disso, o governo considera criar uma nova estatal para administrar os megacampos, que contrariaria outras petrolíferas para a exploração – isso porque os custos de exploração e extração são altíssimos. Os motivos alegados no governo para não entregar a região à exploração da Petrobrás são a participação de capital privado na empresa e o risco de a empresa tornar-se poderosa demais.
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito vários discursos em que mencionou que as reservas pertencem ao “povo brasileiro” e devem ser usadas em benefício do país, como para aplicações na educação. Lula chegou a mencionar que as reservas eram uma chance divina d deveria ser usada para reparar uma dívida com os mais pobres.
|